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quarta-feira, 4 de julho de 2007

Binho e um pouco de história


Binho encanta nossos pensamentos, com os versos soprados ao vento nas esquinas dos saraus onde participa Cooperifa e Sarau do Binho e outros, ecoam como se fossem alentos aos nossos mais profundos sentimentos, as vezes rasgam nossos ouvidos como seus sussurros concretos, com suas colocações partidas e também quando falam das partidas, os trocadilhos de lugares das palavras provocativas, instigantes e de uma libido presente, escancarada apresentada por Binho, nos faz respirar mais, pensar sobre as sutilezas nos pequenos tropeços do caminho, simplicidades e grandezas territoriais, das escórias assassinas aos desencantos espaciais, Binho consegue apresentar em sua poesia uma mistura de tudo isto, mas leve, ou às vezes como o relâmpago, faz um clarão e explode em trovoadas que ficam ali na gente, fazendo pensar, e quando bate lá dentro, causa uma trovoada...
Pessoa extremamente carismática, é um menino de aura iluminada, dourada, seus movimentos interiores conjuga com os que estão ao seu redor.
Nunca conseguiu , ainda bem, ser um simples comerciante, volta de Londres em 1993 abre um bar, poderia ser só isto, mas seu espírito catalisador começa a juntar pessoas que tem algo à dizer, inicialmente faz sua fala só, mas com uma união de pessoas apoiando, cria a Postesia, furta na noite as placas dos políticos, repinta, escreve poesias e leva as ruas seus versos leves e profundos como:" De ahã, em hãm engole-se muito sapo" ou " O tiro é no nariz, mas o peito é quem dói", colocadas nas esquinas das grandes avenidas, cria a Noite da Vela, local; seu bar, para ouvir as músicas "del mundo", e óbvio as poesias e propostas vão brotando por ali, tenta abandonar tudo isto, circula por outros movimentos, a Biodança, esta põe mais vida em suas inquietações, mais criatividade, e o impulso para a poesia cresce, a comunhão com o outro cresce ou transparece, daquilo que já é excentricamente seu, nasce um Sarau no Bar, poetas e artistas vão se aproximando, e neste movimento de quem carrega a chama, da para aquecer os movimentos, vai tornando-se uma referência em seu lugar, seu território, o sentimento de pertencimento desencadeado aqueles que ali se concentram, Binho escreve Campo Limpo - Taboão em memória de seu lugar, os campinhos, hoje delegacias, e vai discorrendo sobre o homem que ali se formou, através de sua poesia.

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Sarau do Binho